Territórios mercantis e centralidades urbanas: uma análise comparada dos mercados públicos de alimentos em São Paulo (Brasil) e Santiago (Chile)
DOI:
https://doi.org/10.47456/geo.v6i42.51249Palavras-chave:
abastecimento de alimentos, territorialização, centralidade urbanaResumo
Este artigo analisa, em perspectiva comparada, os mercados públicos de São Paulo (Brasil) e Santiago (Chile) como territórios mercantis e centralidades urbanas resilientes na América Latina. A partir de uma abordagem histórico-cultural e territorial (período de 1850 a 2021), fundamentada em pesquisa qualitativa com análise documental, observação empírica e mapeamento espacial, investiga-se como esses espaços articulam práticas tradicionais de comércio, redes de circulação, relações de poder e identidades locais. Os resultados evidenciam que os mercados públicos são espaços de produção social do território, tensionando tradição e modernidade, público e privado, local e global. A análise reforça o papel desses mercados como instituições sociais que resistem às transformações urbanas contemporâneas, contribuem para a consolidação de redes locais de abastecimento alimentar e para a estruturação de centralidades urbanas em seu entorno.
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